Partindo da prática do alternatim, em que canto e instrumento se sucedem e respondem mutuamente, o programa percorre diferentes formas de encontro entre voz e órgão na tradição musical ibérica.
Do cantochão à crescente expressividade dos séculos XVII e XVIII, Portugal e Espanha cruzam-se num percurso marcado pelo contraste entre devoção e teatralidade, contraponto e melodia, tradição e modernidade. Obras de Manuel Rodrigues Coelho, Sebastián Durón, Carlos Seixas e Joan Baptista Cabanilles, entre outros, revelam diferentes maneiras de construir este diálogo.
A voz parte da simplicidade do canto litúrgico para assumir progressivamente uma dimensão mais expressiva e teatral. O órgão ibérico responde-lhe, acompanha-a ou assume sozinho o discurso, explorando a singularidade dos seus registos, cores e possibilidades sonoras.
Neste último encontro, voz e órgão aproximam-se, afastam-se e reencontram-se, fazendo da alternância entre ambos um dos fios condutores do concerto. É uma relação que atravessa épocas e geografias e que encontra no espaço da igreja uma dimensão particularmente sugestiva. «Conjunções Ibéricas IV» encerra assim quatro encontros entre o órgão ibérico e diferentes interlocutores, com aquela que é, historicamente, uma das relações mais íntimas do instrumento.
Concerto precedido de visita (orientada por Rita Maltieira)
Sem inscrição prévia.
Sujeito à lotação do espaço
20 SET
16H-18H
Evento de
Partindo da prática do alternatim, em que canto e instrumento se sucedem e respondem mutuamente, o programa percorre diferentes formas de encontro entre voz e órgão na tradição musical ibérica.
Do cantochão à crescente expressividade dos séculos XVII e XVIII, Portugal e Espanha cruzam-se num percurso marcado pelo contraste entre devoção e teatralidade, contraponto e melodia, tradição e modernidade. Obras de Manuel Rodrigues Coelho, Sebastián Durón, Carlos Seixas e Joan Baptista Cabanilles, entre outros, revelam diferentes maneiras de construir este diálogo.
A voz parte da simplicidade do canto litúrgico para assumir progressivamente uma dimensão mais expressiva e teatral. O órgão ibérico responde-lhe, acompanha-a ou assume sozinho o discurso, explorando a singularidade dos seus registos, cores e possibilidades sonoras.
Neste último encontro, voz e órgão aproximam-se, afastam-se e reencontram-se, fazendo da alternância entre ambos um dos fios condutores do concerto. É uma relação que atravessa épocas e geografias e que encontra no espaço da igreja uma dimensão particularmente sugestiva. «Conjunções Ibéricas IV» encerra assim quatro encontros entre o órgão ibérico e diferentes interlocutores, com aquela que é, historicamente, uma das relações mais íntimas do instrumento.
Concerto precedido de visita (orientada por Rita Maltieira)
Sem inscrição prévia.
Sujeito à lotação do espaço
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