Longe da lógica da visita guiada ou do consumo turístico da paisagem já organizada nas redes sociais, estas caminhadas leem o Centro Histórico como um território em permanente mutação, marcado por fluxos transitórios, usos instáveis e identidades fragmentadas. A transurbância, associada ao conceito de Francesco Careri, propõe assumir o desconforto, o desvio e o banal como ferramentas analíticas, revelando aquilo que normalmente permanece fora do enquadramento patrimonial: o equívoco, a precariedade, o anonimato, os conflitos de uso e a fricção entre residentes, visitantes e investidores. Caminhar torna-se aqui um ato cognitivo e político, capaz de reinscrever o corpo no debate urbano. E o seu contrário.
SET. 2026 – MAI. 2027
SET. 2026 – MAI. 2027
Gratuito
Longe da lógica da visita guiada ou do consumo turístico da paisagem já organizada nas redes sociais, estas caminhadas leem o Centro Histórico como um território em permanente mutação, marcado por fluxos transitórios, usos instáveis e identidades fragmentadas. A transurbância, associada ao conceito de Francesco Careri, propõe assumir o desconforto, o desvio e o banal como ferramentas analíticas, revelando aquilo que normalmente permanece fora do enquadramento patrimonial: o equívoco, a precariedade, o anonimato, os conflitos de uso e a fricção entre residentes, visitantes e investidores. Caminhar torna-se aqui um ato cognitivo e político, capaz de reinscrever o corpo no debate urbano. E o seu contrário.
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